O Alquimista Caridoso e o Alquimista Invejoso
Jul 2nd, 2010 | By Luis Matos | Category: Alquimia, Em Português, Grupos de Estudos, Lead
Quando se diz que um alquimista é “caridoso” ou “invejoso”, estas palavras entre nós alquimistas, não tem o significado literal porque não classificam a personalidade do artista (alquimista) e, por isso, não deverão ser tomadas como ofensa pessoal mas sim no que respeita à sua obra ou escritos.
Por exemplo: Alberto o Grande no seu livro O Compostos dos Compostos e Raimundo Lúlio na Clavícula foram extremamente “caridosos” porque nos livros citados descreveram as suas obras praticamente em linguagem clara. É muito raro encontrar textos assim.
Basílio Valentim um dos grandes alquimistas clássicos autor de vários tratados, no seu livro As Doze Chaves da Filosofia, foi extremamente “invejoso” porque é necessário muita mestria e conhecimento para poder interpretar as Doze Chaves e duvidamos que haja alguém que o faça correctamente com todas as Chaves. Nem Canseliet com toda a sua erudição, na nossa opinião, o fez.
Já no seu livro o Último Testamento, o Mestre foi muito “caridoso” porque explica praticamente em linguagem clara algumas Chaves do livro As Doze Chaves da Filosofia bem com a via do Vitríolo. Sem a leitura deste livro é praticamente impossível entender as Doze Chaves.
Filaleto na Entrada Aberta ao Palácio do Rei, é um pouco mais “invejoso” na descrição da sua Obra mas os diversos regimes são descritos praticamente em linguagem clara. Na Medula da Alquimia é bastante “caridoso” tal como no Speculum Veritatis.
Nicolau Flamel no Breviário, pode dizer-se que é bastante “caridoso” para aqueles que já tiverem alguns conhecimentos da Arte. A via deste grande Mestre e a de Filaleto complementam-se.
Dos alquimistas contemporâneos Fulcanelli foi um alquimista extremamente erudito que raramente aparece. No entanto, nos seus livros O Mistério das Catedrais e as Mansões Filosofais, no nosso entender, é “invejoso” porque no decorrer da sua obra mistura praticamente tudo (por razões óbvias) tornando a sua compreensão em termos de prática alquímica muito difícil.
Muitas vezes dá-nos a impressão que se refere à via húmida quando na verdade, a via que fez e predomina nos seus livros é a via seca.
Canseliet, seu discípulo, também ele um erudito na nossa Arte, no seu livro A Alquimia Explicada sobre os textos Clássicos foi bastante “caridoso” na divulgação das matérias e do modus operandi da via seca se bem que fique um pouco aquém daquilo que poderia ter feito sem ser uma divulgação notória.
Também Kamala Jnana que alguns dizem ter sido Roger Caro, no seu livro Dicionário de Filosofia Alquímica e outros, foi bastante “caridoso” tanto na descrição das matérias da sua Obra como também no modus operandi.
Dos autores modernos temos Atorène que no seu livro O Laboratório Alquímico descreve a via seca com bastante “caridade”. Solazaref, também ele um alquimista moderno, nos seus diversos livros não se pode dizer que seja de todo “invejoso” porque há temas que ele aborda com bastante clareza mas outros há muito importantes que deixa na sombra.
Na nossa modesta opinião, um artista moderno tal como alguns clássicos, se ele quiser, também poderá ser “caridoso” sem, no entanto, divulgar em linguagem clara as matérias da sua obra ou o modus operandi, dando pequenas pistas dissimuladas com engenho e arte e até com alguma “ironia” para que aqueles que já tenham alguns conhecimentos possam ser encaminhados. É evidente que quem não conhecer nada da nossa Arte ficará na mesma como dantes sem entender nada.
Ser “caridoso” não significa que se deva revelar tudo abertamente sem saber a quem mas é mais que evidente, que um verdadeiro alquimista conhece perfeitamente quando o seu interlocutor sabe ou não da nossa Arte não só pela terminologia por ele empregada bem como pelo conhecimento demonstrado das matérias das diversas vias alquímica e do respectivo modus operandi e, por isso, por tradição, merece ser ajudado se ele o solicitar.
Até hoje ainda não nos enganámos nessa avaliação e com outros artistas com os mesmos conhecimentos passar-se-á o mesmo. Neste caso o artista deverá ser “caridoso” embora cautelosamente no início até poder comprovar cabalmente que quem pede ajuda realmente a merece.
Acontece frequentemente na Internet com pessoas que muitas vezes nos contactam solicitando ajuda nas suas pesquisas sobre alquimia.
Vem isto a propósito da ajuda “caridosa” que há alguns anos solicitamos por escrito a um irmão sobre os primeiros passos da “sua dita” obra, da qual lhe mencionámos parte das matérias e do modus operandi e, por isso mesmo, esse artista estava bem ciente dos nossos conhecimentos como alquimista depois de termos uma extensa troca epistolar.
A sua resposta foi a seguinte:
«Cuando me decis “ten caridad”… Por caridad se da de comer, se curan los enfermos, se da una lismosna…pero una Ciencia como la Alquimia, no se da por caridad…»
Este artista teria (e tinha certamente) as suas razões para ser “invejoso”. Estava no seu pleno direito de o ser porque daí lhe vinham os seus proventos materiais mas, mesmo assim, estava a quebrar a tradição. Na minha modesta opinião, a alquimia ensina-se a quem o merece sem pedir nada em troca.
Toda a obra escrita dada à estampa torna-se pública e por isso é passível de comentários por quem quer que seja, podendo, inclusivamente, transcrever-se pequenos excertos sem autorização expressa do autor ou do editor desde que seja mencionada a fonte.
Por isso, qualquer comentário devidamente fundamentado feito a esses textos nunca poderá ser tomado como ofensa nem “ataque” pessoal ao seu autor mas sim como uma crítica no sentido interpretativo e operativo que poderá ser contestada.
Não é pelo facto de se dizer que um autor escreveu um livro ao estilo de Cyliani em Hermes Desvelado ou noutro estilo qualquer que se pretende insinuar que esse artista está a plagiar esses autores. Cada um tem o seu estilo próprio de escrever e fá-lo-á como bem entender, por isso, também neste caso, nunca poderá ser interpretado como um “ataque” pessoal.
Isto vem a propósito de algumas discussões “acesas” que tivemos no passado num fórum acerca das críticas sob o nosso ponto de vista devidamente fundamentadas, que fizemos à obra de um artista muito conhecido, que à falta de melhor argumento para contestar as nossas críticas as tomava sempre por um “ataque” pessoal.
Infelizmente, esta maneira de ser ainda continua em alguns fóruns de alquimia.
E para finalizar, queremos dizer-vos que a crítica construtiva bem fundamentada a qualquer obra ou escrito, nunca deverá ser interpretada como ofensa ou “ataque” pessoal ao seu autor, bem pelo contrário, origina discussões nos fóruns das quais podem tirar proveito os subscritores menos entendidos na nossa Arte.
Por: Rubellus Petrinus




Rubellus Petrinus, após visualizar o seu video onde fala de forma tão segura acerca da Pedra Filosofal, o seu reconhecimento e até a sua realidade física, ajuda-me a entender tambem o porquê da sua confusão com as palavras “invejoso” quando me pareceu querer utilizar o termo “egoista”, mas se calhar o erro gramatical é meu! o seu significado é distinto e assim confunde os leitores ou talvez nao, desde que façam parte da tumba que tudo leva desde que fora dado pelo berço.
espero que a minha critica tenha sido fundamentada de forma a nao ser interpretada como uma ofensa ou “ataque” pessoal ao seu autor e que até origine discussoes nos fóruns dos quais possam tirar proveito os menos entendidos da vossa Arte
Parabens pelo site! ainda não vi falarem de OVNIS, é que ouvi dizer que “eles andem aí”
Pois muito “Bem”…
Parece co-habitar algum celeuma tenue entre a “Crítica e a Razão” (jamais Pura…) nas comendadorias que por aqui reinam!…
Da confluência Alquímica, V. três predicados gerais, venha o Reino Mineral da sintese e a sua transmutação, a Longevidade, maximizada e mais a terça Obra, Maior, das considerações Paracléticas, ou mesmo Paracélsicas….
Depostos os generelismos fátuos, fique a Obra, para lá da “Via”, onde o General semblante, assente, na realização geral,que não passa da co-habitância dos Maiores Valores procléticos da “Qualidade” objectivada: Norma transcrita, Egipcia, da longevidade formal da aplicação Piramidal perfeita, ou seja, missiva Keopsiana, um fardo, missionizado e transposto da Obra, “também Maior” da possibilidade de Sakara…
Valores menores, equacionarão a “obra menor” de tentar elevar o “Chumbo a Ouro” em apartes pouco prevalentes e em validações capazes da apreciação material, capitulares da senda observante… como “Processo” e pouco mais… tragam lá os Alquimistas e os “outros” essa douta forma esmerádica, dum sucessedânio Válido de Virtudes, tergevisadas em Almagâmas, pseudo-vampirisadas ou virtudes por advir e consiga-se, então, o proliforme designeo do “movimento perpétuo”, inantingivel…Coordenadas gerais, do rasgo, folgo e eléctico da tenacidade transmissora e conduzente aos luminosos caminhos filosóficos da Virtude, mas… olhando o “espaço resvalante entre a Centelha e o Carvão” V. forno próprio para a Obra e a Via sacramentada, para o fazer…
Ignea, Húmida, Seca ou “ausente”, tão concumitante quanto a aspergência “ausente”, consagra”!
Desses, inglobados, algures, ressurge um “Requiem”, activo, cantarolado entre as nublinas dos indeterminados massivos e os tempos impostos pelo rigor da reclusão… Uma chatice que entabula a “obra” (da dimensão que abarcar….) e que produz a consporcação do alheio moderno, já que o senil, confraterniza, até por aí e a “Obrigação do Poder Temporal”, que manda “Toldar” ainda que a pena de Dolo qualificadíssimo!!!!
Retortas, Cadinhos, Buris e Punções… Analistícos vexames, cordas de enxames, Abelhas e Vespas… pouco prevalentes, pra estas gentes; miúpes entorpecidos pela fome dos cães, buzens, afanados, peles de ninguéns! Mingueis, Manueis…Ossos perdidos!
Não é mensurável, quantificável, só perdivel em esprantos…
formas, quebrantos, ataúdes partidos e versos… perdidos…
Extrai o “Sal”, o “Mercúrio” e o “Enxofre” na vocabulástica que entenderes, apartadamente…
e por mais que insistas… não passarás, nunca! Dum dormente!
Saudações!
Shemramforash!
Mano! Tens de me dizer que substância é essa, que hoje não percebi mesmo nada! Estás especialmente nebuloso…
Luis
Caro Luis
A substância, não passa de mais uma, orgânica e metabolizada, feita fisiologia destilada “algures” (tipo “alguém”), tornando-se pouco importante na análise, já que o contributo do “Todo” se apresenta sempre indissociável, uma das tais convergências que fazem do “Uno-Tríplice” e inversa, aquele Selo Sigiloso da contra-posição, algures da ostentação ou da crítica, convenientemente “funcional” ou mesmo a “desmantelar”…
A nebulosidade, são os Ventos que de origem Xintiana, arrastam consigo os parentes mais baixos e Temporalmente dispersos, mas rápidos… Essa tal “névoa” que tanto oculta como faculta, inviabiliza e facilita, esconde e mostra; Uma capa velada a confissões e desejos, um fumo respirável e salgado.
Uma “homuncularidade” que teima em reinar entre a força intestinal do Cavalo (V. Besta) e a capacidade espermácea do Autor, numa obra discutivel, mas Verdadeiramente Alquímica, para lá do “tamanho que abarca”, na sua “essência” (ou será a substância…?)…
Saudações!
Shemramforash!
Olha quem eles são, o Pery de Lind e a Sofia que andavam no forum de maconaria. Aparecem sempre onde haja uma nesga de luz mas e so para marrar com as suas teorias da conspiracao. Curiosamente, eles que aparecem de site em site para falar mal de quem lhes abre as portas, fecharam o seu blog do centro do bem a quem nao seja seu convidado. Enfim, gente com principios.
Caro Basilisco:
Peço-lhe que use a contenção e a ética que é própria de quem deve desfrutar deste portal. Não nos demos ao trabalho de construir esta casa para que ela sirva de local onde as pessoas se atacam e lembram velhos incidentes, invejas ou assuntos mal resolvidos. Deus sabe, se os me não me “gramam” (por diversas razões, a que o meu último livro veio dar corpo) viessem aqui insultar-me e insinuar “coisitas”, estávamos todos bem tramados!
Assim, este é um local de Conhecimento. Não se discutem pessoas nem personalidades. OK? Queria não ter de intervir como moderador.
Saudações a todos, Pery, Sofia e Basílisco incluídos.
Agora vamos ao que interessa.
Luis de Matos