Energia e Matéria

Jun 6th, 2010 | By | Category: Cabala, Destaque, Em Português, Grupos de Estudos, Lead

A Alquimia e a Cabala têm conceitos similares sobre a natureza, a energia e a matéria. Estes conceitos não são muito diferentes nos seus princípios dos conceitos científicos. Podemos, no entanto, dizer que eles diferem nas questões do “porquê” e “como”.

Até aos dias de hoje, a ciência tem lutado para demonstrar que a vida procede da matéria. Contudo não se deu ao trabalho de reflectir porque existem ambas energia e matéria. O conceito Alquímico e Cabalístico da Criação é o oposto. No início há apenas o “vazio”, há apenas um impulso universal para ser. Este impulso cria energia na forma de consciência. Após esta consciência ser focada, por assim dizer, pode produzir uma energia manifestada. Esta energia, que é omnipresente no universo, não é a luz do sol, ou as estrelas; é uma energia muito mais subtil, de ordem espiritual e (seguindo diversas considerações), de uma ordem etérea (energias de um nível lunar).

No nosso sistema solar, o sol transforma esta energia numa forma electromagnética. A luz visível é apenas uma pequena porção dessa energia. O mesmo ocorre em sistemas que existem longe da nossa galáxia.

A ciência moderna diz que há uma equivalência entre energia e matéria e que para uma determinada quantidade de energia se obtém uma determinada massa de matéria. Os Alquimistas e Cabalistas concordam com este ponto de vista. Os Alquimistas têm vindo a dizer há muito tempo que a matéria não é mais do que luz condensada que resulta da condensação da luz astral. A luz astral é o composto das energias espirituais mencionadas.

Deve haver uma maneira de demonstrar esta afirmação alquimicamente, porque vários velhos tratados descrevem métodos para extrair luz dos metais.

A condensação de luz em matéria não ocorre num único passo. A luz, o elemento Fogo, coagula no elemento Ar, e depois no Elemento Água e finalmente no elemento Terra. Estes elementos são recolhidos na atmosfera através do orvalho e da água da chuva. Na água, os quatro elementos geram dois novos princípios, o Gur (a semente universal) e o Archeus (que fertiliza a semente universal). A composição do Archeus determina a força e a direcção. O Archeus pode, do Gur, gerar metais, minério e plantas no reino vegetal sem nenhuma outra semente além do Gur. Pode gerar seres sem usar a sexualidade.

Não precisamos de Darwin nem da Bíblia para entender a evolução da Criação, embora parte da verdade.

No início de cada ciclo galáctico, a consciência cria aquilo de que necessita; depois começa a sua lenta involução até ao mundo mineral. Tal como necessário, o Gur e o Archeus criam os metais mais nobres e os outros minérios. Quando este ciclo está completo, a consciência inicia a evolução vegetal. Aqui, de novo, seres vegetais são criados de acordo com as necessidades da evolução. Finalmente inicia-se o ciclo animal. Mais uma vez o Gur e o Archeus criam seres seguindo as necessidades da evolução. As mudanças progressivas são o trabalho da Natureza, as mudanças de umbral são o trabalho de Gur e do Archeus.

A auto-consciência, privilégio do homem, aparece no final deste ciclo. Um novo tipo de ciclo aparece porque a consciência humana atingirá a dimensão galáctica através da involução e da evolução dos níveis de consciência.

(Por Jean Dubius in “Le Petite Philosophe”)

Grupo de Estudos “Filósofos da Natureza”

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