Debate “Desafios aos Maçons num Portugal Adiado”

Jul 1st, 2011 | By | Category: Conferência, Debate, Em Português, Eventos, Grupos de Estudos, Maçonaria

Como é do domínio público, o Instituto Hermético, através do seu dinâmico Grupo de Estudos Maçónicos, tem promovido várias iniciativas na área de estudos Maçónicos que têm vindo a recolher o reconhecimento e apoio de inúmeros maçons e não-maçons de norte a sul do país. Entre as iniciativas mais comentadas conta-se o Debate promovido em Junho a que demos o título “Desafios à Maçonaria num Portugal Adiado”. O relatório com os resultados do Debate pode ser encontrado aqui:

“Desafios à Maçonaria num Portugal Adiado”

Uma das características mais marcantes do Debate foi a total ausência de qualquer representação oficial de qualquer das Obediência Maçónicas convidadas oficial e pessoalmente para estarem presentes e contribuírem de modo mais substancial para o esclarecimento de alguns dos pontos que viriam a ser discutidos. Este facto levou a que muitos dos maçons presentes entendessem esse facto como um sinal de que as suas Obediências não aprovavam o debate. Por este motivo e para que todos os presentes pudessem intervir sem receios e a coberto do seu legítimo anonimato, desligaram-se as câmaras que inicialmente deveriam filmar o Debate, o que ajudou a aprofundar os assuntos de modo muito construtivo e transversal a todas as Obediências.

No primeiro Debate não esteve presente nenhuma Obediência de modo oficial, contudo estiveram presentes membros individuais de quase todas as Obediências nacionais, o que contribuiu decisivamente para a pluralidade de pontos de vista apresentados. Este facto torna ainda mais marcantes as similaridades de posicionamento encontradas e as preocupações partilhadas por uma vasta maioria de Maçons. Entre as conclusões da noite reteve-se a ideia de que, muito para além da Maçonaria Institucional, há uma plataforma comum entre os Maçons entre si, que devem promover formas de contacto, debate, cooperação e conhecimento mútuo. O facto de as Obediências não encorajarem esta universalidade fraternal no tratamento entre os seus membros e membros de outras Obediências – seja no plano ritual e litúrgico, seja mesmo no plano pessoal e particular onde nenhuma Obediência tem jurisdição – fez com que se considerasse que o Debate devia deixar o foco da Instituição e iniciar o Debate entre os seus membros.

Deste modo, não interessa já saber quais os desafios que a Maçonaria enfrenta no Portugal de hoje, pois as Obediências genericamente mostraram, ao não estarem presentes, que estão pouco atentas a iniciativas que não partam do seu umbigo fraternal. Os desafios que a Maçonaria tenha de enfrentar, terá que os enfrentar, venha ou não ao Debate. Não são opcionais nem é o IHS que os promove. É a todo-poderosa REALIDADE que não se deixa condoer com desculpas que levanta os desafios. O papel do Grupo de Estudos Maçónicos do IHS é simplesmente estar atento e manter os obreiros atentos. Não é mostrar o caminho. É, por outros não parecerem a tal dispostos, mostrar as agruras do caminho. Não é liderar, mas seguramente é obrigar os que lideram a repensar as suas prioridades. Considerando apenas o pós-25 de Abril, data em que a Maçonaria recuperou a sua legalidade, o resultado de quase 40 anos de trabalho é, no mínimo, muito sofrível. Há hoje mais Obediências, Grão-Mestres, Corpos Rituais, encontros internacionais ao longo do ano e impressionantes websites do que OBRA FEITA. Deste modo, não cabe perguntar quais os desafios à Maçonaria, pois esta teve já o seu período de “rodagem” e basta ver o que fica… O que é preciso perguntar é de que Maçons é feita a Maçonaria. Não as cúpulas, que têm efectivamente notáveis Irmãos, mas que, por motivos que eles mesmos devem procurar, não têm conseguido traduzir na realidade os projectos e a visão (sempre muito positiva) que tinham da Ordem quando foram eleitos para os seus lugares. A entropia de que sofrem é o maior inimigo contra o qual precisam combater. Hoje a liderança Maçónica Portuguesa é da melhor e mais bem preparada dos últimos anos, contudo os Maçons querem ver resultados e eles têm sido escassos.

Colocando a sua confiança no Grande Arquitecto do Universo (os que n’Ele acreditam), ou nas Constituições de Anderson (os outros), mas especial e particularmente nos líderes da Maçonaria Portuguesa de hoje, que são a expressão humana daqueles (seja da benevolência do G.A.D.U., seja da sabedoria das Constituições), os Maçons Portugueses preferem tomar para si a discussão e então perguntar quais são os desafios que ELES têm de enfrentar. É por este motivo que reformulámos o título do Debate e vamos agora procurar compreender quais são os “Desafios aos Maçons num Portugal Adiado”. E temos a porta aberta a todos.

O Debate é já no dia 8 de Julho de 2011, no Hotel Ibis – José Malhoa, em Lisboa. Começamos às 21h. Acabaremos quando os obreiros assim o desejarem.

 

3 Comments to “Debate “Desafios aos Maçons num Portugal Adiado””

  1. George Washington says:

    Lá estarei. Levo dois irmãos da minha loja. Sou da GLLP.

  2. Voltaire says:

    Parabéns pela iniciativa.
    Está previsto um debate semelhante no Porto?

    Um TAF

  3. Luis Matos says:

    Se houver quem nos ajude a organizar um debate no Porto, sim. Algumas ideias?

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