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	<title>In Hoc Signo</title>
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	<description>Hermetic Institute</description>
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		<title>Quero Saber &#8211; Maçonaria</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Apr 2013 14:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Lead]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

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		<description><![CDATA[O segundo volume da colecção “Quero Saber” debruça-se sobre a Maçonaria. A Ordem Maçónica tem sido muito discutida na imprensa e é muitas vezes envolvida nas mais estranhas teorias da conspiração. Há muitos livros que nos falam do ocultismo por detrás da Maçonaria, dos rituais exóticos, dos segredos e dos símbolos. No entanto, há pouco<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3186">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3197" alt="qsabmacpromo_2" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2013/04/qsabmacpromo_2.jpg" width="600" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify;">O segundo volume da colecção “Quero Saber” debruça-se sobre a Maçonaria. A Ordem Maçónica tem sido muito discutida na imprensa e é muitas vezes envolvida nas mais estranhas teorias da conspiração. Há muitos livros que nos falam do ocultismo por detrás da Maçonaria, dos rituais exóticos, dos segredos e dos símbolos. No entanto, há pouco material de referência que explique claramente o modo como a Ordem Maçónica se tem desenvolvido e a sua presença no mundo actual. Afinal porque é que alguns se dizem “regulares” e outros “agnósticos”? A Maçonaria é exclusivamente masculina? Quais são as diferenças entre cada uma das correntes, quer na sua filosofia de base, quer na sua acção na sociedade? Quantos são os Maçons? Quais são a mais de uma dezena de Obediências diferentes que trabalham em Portugal nos dias de hoje? O que é uma Loja? O que se passa numa Loja? O que é um Rito? É verdade que o basquetebolista da NBA Shaquille O’Neal e Michael Richards, o Kramer de Seinfield, são Maçons?</p>
<p style="text-align: justify;">Este guia ajuda-nos a conhecer a história da Maçonaria e das suas várias correntes, desde o tempo das guildas medievais até às múltiplas Obediências modernas. Pela primeira vez toda a Maçonaria Portuguesa é listada e colocada no seu contexto, com diagramas simples e claros.</p>
<p>Para pedidos por email e transferência bancária ou pagamento por Multibanco, por favor mandar um email para: ihshi@mail.com</p>
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		<title>Tertúlia Hermética &#8211; O Rei Leão</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 00:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tertúlia Hermética]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme conta a história de Simba, um pequeno leãozinho que é filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki mas, ao crescer, é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maldoso irmão de Mufasa, que planeia livrar-se do sobrinho e assumir o trono. Quando Simba<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3170">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3171" alt="tert078_600" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2013/04/tert078_600.jpg" width="600" height="300" /></p>
<p>O filme conta a história de Simba, um pequeno leãozinho que é filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki mas, ao crescer, é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maldoso irmão de Mufasa, que planeia livrar-se do sobrinho e assumir o trono. Quando Simba se vê injustamente acusado pela morte de Mufasa, o seu único modo de salvar sua vida é fugir das Terras do Reino, para um exílio longínquo. Encontra abrigo junto a outros dois excluídos da sociedade, um javali chamado Pumba e uma suricata chamado Timon, que lhe ensinam a filosofia do &#8220;Hakuna Matata&#8221; (sem preocupações). Anos depois, ao ser descoberto por Nala, sua amiga de infância, Simba tem que decidir se deve assumir as suas responsabilidades como rei ou seguir com seu estilo de vida despreocupado.</p>
<p>O filme é inspirado na peça teatral <i>Hamlet</i>, de Shakespeare.</p>
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		<title>Tertúlia Hermética &#8211; Mensagem de Fernando Pessoa</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Feb 2013 18:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atelier de Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Lead]]></category>
		<category><![CDATA[Tertúlia Hermética]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo de três sessões iremos ouvir o poema &#8220;Mensagem&#8221; de Fernando Pessoa, com todo o detalhe e cuidado que a obra demanda, repetindo passagens e trazendo à luz o simbolismo e a filosofia oculta que dá forma ao mito. Da predestinação de Portugal, à Demanda do Graal, ao Quinto Império, ao Desejado e Encoberto,<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3154">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2013/02/fernandopessoa_600.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3155" alt="fernandopessoa_600" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2013/02/fernandopessoa_600.jpg" width="600" height="367" /></a></p>
<p>Ao longo de três sessões iremos ouvir o poema &#8220;Mensagem&#8221; de Fernando Pessoa, com todo o detalhe e cuidado que a obra demanda, repetindo passagens e trazendo à luz o simbolismo e a filosofia oculta que dá forma ao mito. Da predestinação de Portugal, à Demanda do Graal, ao Quinto Império, ao Desejado e Encoberto, procuraremos não deixar verso por comentar, imagem por aclarar, profecia por evidenciar.</p>
<p>Convidamos todos os que encontram inspiração nas palavras imortais de Fernando Pessoa para se juntarem a uma Tertúlia Hermética muito especial. Ao redor da palavra, ao redor do poema. Ao redor da &#8220;Mensagem&#8221;.</p>
<p>1 de Março &#8211; Brasão</p>
<p>8 de Março &#8211; Mar Portuguez</p>
<p>15 de Março &#8211; O Encoberto</p>
<p>A entrada é livre. As sessões de leitura e debate iniciam-se às 21h30.</p>
<p>Podem encontrar-nos a 5 minutos do centro de Sintra, no Bairro de Ouressa, de Mem Martins:</p>
<p>IHSHI</p>
<p>Rua José Afonso, 12 &#8211; Loja Dta.</p>
<p>2725 Mem Martins</p>
<p>A Tertúlia espera-vos.</p>
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		<title>Tertúlia Hermética &#8211; Excalibur</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 00:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tertúlia Hermética]]></category>

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		<description><![CDATA[O rei Uther Pendragon recebe do mago Merlin a espada invencível Excalibur. Uther apaixona-se por Igrayne, esposa de um dos seus aliados, Titangel. Não conseguindo consumar a sua paixão porque Tintagek está sempre vigilante, com a ajuda de Merlin ilude os guardas do castelo e logra possuí-la. Em troca, Merlin exige a criança que nasce<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3103">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.facebook.com/events/268894309908899/"><img class="alignnone size-full wp-image-3104" alt="Tertulia074a" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2013/02/Tertulia074a.jpg" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O rei Uther Pendragon recebe do mago Merlin a espada invencível Excalibur. Uther apaixona-se por Igrayne, esposa de um dos seus aliados, Titangel. Não conseguindo consumar a sua paixão porque Tintagek está sempre vigilante, com a ajuda de Merlin ilude os guardas do castelo e logra possuí-la. Em troca, Merlin exige a criança que nasce fruto desse relacionamento, lhe seja entregue quando nascer para que possa ser seu tutor. Após vários conflitos, Uther é ferido mortalmente, e antes de falecer crava a espada numa rocha, deixando a Inglaterra sem rei. Apenas quem retirar a espada da rocha poderá ser o novo rei.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a Inglaterra dividida pela ausência de um rei, vários nobres disputam a posse da espada, tentando retirá-la.  Mas nenhum o consegue.</p>
<p style="text-align: justify;">Excalibur é um filme clássico, a adaptação para o cinema da obra de Sir Thomas Malory &#8220;A Morte de Artur&#8221;. É sobre os Cavaleiros da Távola Redonda, a gesta do Santo Graal, a Cavalaria e a Magia nas suas dimensões mais telúricas. Vale sempre a pena revisitar esta obra magnífica que está prestes a ser reactualizada por Hollywood.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tertúlia Hermética irá aprofundar e debater a história de Artur e dos seus Cavaleiros. Venha connosco trocar interpretações, explicar leituras, iluminar o mito e dar-lhe forma para que viva no século XXI. Que lições se guardam em Excalibur?</p>
<p style="text-align: justify;">________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>APÓS A TERTÚLIA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando tivemos a ideia de fazer uns serões de debate em volta de um tema da Tradição, lugar e momento em que se pudessem partilhar ideias e interrogações, onde se pudessem ouvir experiências, histórias e discussões, percebemos logo que seria uma das iniciativas do Instituto com maior sucesso. Longe vão os tempos das reuniões familiares em redor da lareira, longe vão as lendas das nossas avós e as histórias míticas que nos encantavam.  E recuando ainda mais, longe vão os tempos em que o patriarca de família imitava o mestre e os seus discípulos, usando aquele tempo entre o jantar e o descanso para reforçar as ideias chave da história familiar, para recordar os feitos &#8211; reais ou romanceados &#8211; dos antepassados, para marcar com selo em brasa na carne viva da imaginação dos mais novos as chaves e os arquétipos que nunca mais os abandonavam e vinham ao de cima nos momentos cruciais das suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje a vida é mais fácil, mais descontraída, mais solta. Mas, talvez por isso, menos atenta, mais esparsa, mais solitária e mais&#8230; difícil. Enfrentavam-se os problemas com a tutela silenciosa do exemplo heróico a marcar o norte. A Esperança era a última a morrer e havia sempre uma história, uma lenda, um mito, que inspirava o momento e proporcionava a façanha. Era o tempo em que a sorte protegia os audazes. Hoje o herói é ausente, o norte é dado pelo vento, a audácia dá cadeia. E ficam o homem e a mulher, racionalmente sãos, assépticos, esterilizados, longe desses desvarios das lendas e dos mitos, mas desamparados por dentro e por fora, enfrentando os problemas sem inspiração ou esperança. Vivendo a vida um dia de cada vez, como se o horizonte fosse um óbito e o vendaval dos dias uma fatalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Faltam os círculos de partilha. Falta o Facebook do mundo tangível e real. Dá muito trabalho sair de casa e ver, face a face, os amigos com quem gostamos de partir o pão fresco e celebrar a alegria. Pois dá. Dá muito trabalho. Mas é precisamente nesses círculos que o Conhecimento (com &#8220;C&#8221; maiúsculo) flui. É aí que o saber (o de cada um e o de síntese grupal) se distribui e onde cada um leva para casa um quinhão de acordo com o seu talento e apetência. É aí que se leva o vislumbre que cada um tem, que se expõem as parcelas de entendimento peculiar e se compõem as imagens panorâmicas dos assuntos mais misteriosos e impenetráveis. Cada contributo, mais um furo, cada furo mais um raio de luz. Num serão, 100 dúvidas se expõem, 100 perguntas com 100 respostas possíveis, 100 sombras se iluminam num arco-íris de explicações e luminosidade deslumbrante. As Tertúlias são fascinantes porque se leva sempre qualquer coisa e se traz de volta algo de útil. São como as feiras de rua, onde a mercadoria são as ideias e a moeda é a atenção. Há sempre curiosidades fantásticas, ideias avulso que completam a nossa colecção sobre um assunto, peças de museu em bom estado e excentricidades que nos ajudam a apreciar as coisas boas que temos por comparação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando lançámos a ideia das tertúlias Herméticas sabíamos que estava criado o potencial para um mercado livre de ideais &#8211; gratuito, colorido, orgânico, de qualidade, natural e não adulterado. A Tertúlia em redor do filme &#8220;Excalibur&#8221; foi um grande exemplo disso mesmo. E, mais uma vez, só abandonámos a sala muito para lá das 3h da manhã!</p>
<p style="text-align: justify;">Ficam então algumas ideias-chave que foram sendo exploradas pelos presentes, sendo esta pequena amostra apenas um apanhado não-sistemático de uma noite muito frutuosa e profundamente interessante.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>EXCALIBUR</b></p>
<p style="text-align: justify;">O filme &#8220;Excalibur&#8221; foi realizado por John Boorman, de quem tínhamos já visto &#8220;A Floresta Esmeralda&#8221; numa Tertúlia sobre Xamanismo (<a href="http://ihshi.com/wp/?p=1316">ver aqui</a>). Estreou em 1981 e o tempo não tem sido clemente com esta obra cinematográfica. A rodagem foi muito prejudicada por diversos problemas técnicos, entre eles o da captação de som, que é mono e incapaz de oferecer a dinâmica necessária à inclusão de peças de Wagner e Carl Orff na banda sonora, tendo obrigado a um extenso trabalho de regravação sonora das cenas, o que por vezes dá a sensação de ver um filme dobrado em inglês (que o é!). Sofre ainda de uma design de produção muito datado (entre 1979 e 1980), o que é evidente nas &#8220;bandanas&#8221; à volta da cabeça de muitos personagens e um guarda-roupa típico de filmes &#8220;medievais&#8221; desta época. Contudo, a adaptação do romance &#8220;A Morte de Artur&#8221; de Sir Thomas Malory, datado do século XV, é muito bem feita e, rapidamente, os problemas técnicos são menorizados por uma cinematografia excelente e personagens muito interessantes, ente eles Merlin, Artur, Lancelot e Morgana. No final, colocando em perspectiva histórica os problemas técnicos, &#8220;Excalibur&#8221; é um excelente filme, com uma consistente adaptação de Malory.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tertúlia começou por abordar as cenas iniciais do filme, designadamente a fraqueza de Uther Pendragon perante a dança de Igrain, esposa do seu novo aliado Cornwall. Uther tinha finalmente conseguido unir o reino (que compreendia a Bretanha, a Cornualha, Gales e a Inglaterra), por intermédio da espada invencível Excalibur, submetendo Cornwall, dando-lhe o domínio da Cornualha em troca da sua lealdade. Nos romances tradicionais, Uther estabelece então uma Távola Redonda, mas na noite da celebração dessa vitória da paz e da concórdia, que tem lugar no castelo de Cornwall, Uther ao ver Igrain dançar, deixa-se tomar pela paixão e decide não desistir até a possuir.</p>
<p><iframe width="600" height="380" src="http://www.youtube.com/embed/1YOL-Cm5RmQ?wmode=transparent" frameborder="0" allowFullScreen> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">A Tertúlia explorou a questão do tentação por via sexual, tema clássico da literatura iniciática, já que a sensualidade sem freio representa a primeira prova ao carácter resoluto do Cavaleiro. Uther é totalmente dominado pela paixão. Merlin proporciona-lhe a consumação que tanto deseja, cobrando-lhe um alto preço: tornar-se-á o tutor da criança, fruto da união ilícita entre Uther e Igrain. Efectivamente, vendo que Uther bate em retirada, Cornwall assalta o acampamento das tropas do seu inimigo a algumas léguas do seu castelo, dando a oportunidade a Uther de entrar disfarçado de Cornwall e violar Igrain.</p>
<p style="text-align: justify;">Não escapou despercebido o uso da máscara e da similitude visual obtida por artes mágicas, que transforma a face e, por isso, engana os sentidos. Uther &#8220;parece&#8221; Cornwall, por isso passa por ser Cornwall. A máscara &#8211; que nos aparece figurada na viseira das diversas armaduras ao longo do filme &#8211; é um dos elementos mais interessantes com que o espectador se depara. Já nas sequências finais, quando vemos Mordred (filho de Artur e de sua Irmão Morgana) na sua armadura dourada e com uma máscara de traços greco-romanos, também dourada ou solar, quando a personagem é precisamente as trevas e a sombra que, de Artur, quer tudo tirar excepto aceitar o seu Amor, em todas estas passagens, a máscara é usada como um modo de parecer o que não sé verdadeiramente.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tertúlia entrou depois numa reflexão acerca da realidade histórica do ciclo arturiano. Há traços que permitem confirmar a existência de um chefe guerreiro que terá unido diversas famílias e povoações (o termo &#8220;tribo&#8221; nesta época pode ser enganador), contra as invasões saxónicas, ao redor do século V e VI na Inglaterra. Os factos históricos gerados pelas diversas lutas e pela união em redor de um nome e uma família podem ter-se repercutido na tradição oral, popular, através das histórias que viriam a ser fixadas por escrito como o Ciclo da Demanda do Santo Graal, em redor de Artur dos seus Cavaleiros. Aqui há poucas certezas. Mas a Tertúlia de seguida enveredou por tentar perceber, independentemente da realidade histórica do século VI, quem foi que introduziu os elementos iniciáticos nas diversas versões dos Romances da Távola Redonda e se esses elementos iniciáticos alguma vez tiveram uma contra-parte real. A discussão foi animada, constatando-se que sempre houve grupos &#8211; hoje desconhecidos &#8211; que promoveram a sua agenda de interesses na propagação de lendas e mitos, muitas vezes ao abrigo da Igreja, mas quase sempre contra a doutrina dominante sempre no limite da heresia. Recordou-se o papel que as gestas arturianas tiveram na formação de personagens históricos nacionais, como D. João I, Nun&#8217;Alvares Pereira, Infante D. Henrique, D. Afonso V ou D. Sebastião, só para citar os mais conhecidos. Foi recordado o modo como João, o jovem filho ilegítimo de D. Pedro, teve desde o nascimento (à imagem de Artur e Uther) a tutoria da Ordem de Cristo, sendo Mestre da Ordem de Aviz ainda em criança, acabando por aparecer como o primeiro monarca da Dinastia de Aviz em circunstâncias que favoreceram a mitificação de diversos dos episódios ligados a este tempo histórico. Do mesmo modo foi recordado o papel de Egas Moniz junto ao jovem Afonso Henriques, numa dicotomia muito semelhante à de Artur e Merlim (sem as artes mágicas, claro!). Daqui se retirou a conclusão de que ao longo do tempo tem havido acontecimentos históricos que prefiguram episódios semelhantes em essência aos relatados pelas lendas arturianas, em que há um palco histórico e actores e agentes tutelares que proporcionam (como Merlim) as condições para que as personagens actuem como é esperado delas (o que nem sempre acontece) e que a memória destes acontecimentos e as regras que definem tais &#8220;interferências&#8221; são decoradas pela alegoria e pela imaginação de modo a mais facilmente serem passadas de geração em geração. Mas , depurada a imaginação, retirada a camada de açúcar necessária a que haja interessados em voltar a saborear a mesma história vezes sem fim, descortina-se uma estrutura, uma espécie de ossatura ou armação subjacente à carne mitológica, a qual corresponde a pessoas reais, acções reais e intenções reais que estruturam as histórias das nações através de leis e regras muito precisas e arquetípicas, embora os seus agentes fiquem frequentemente anónimos e imperceptíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A cena da armação de Artur por Uryens (seu inimigo) contém igualmente algumas das chaves da Cavalaria.</p>
<p><iframe width="600" height="380" src="http://www.youtube.com/embed/IyCParQTtnE?wmode=transparent" frameborder="0" allowFullScreen> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">A humildade de Artur, que percebe não ter a ordenação de Cavalaria recorda o axioma &#8220;quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado&#8221;. A Clemência, valor fundamental à aplicação da Justiça (pilar da Cavalaria), não pode ser dada sem a ordenação de Cavalaria. Por isso Artur não estava em condições de cumprir com a sua promessa de dar Clemência a Uryens, pois não era ordenado (era, por isso desordenado, caótico, desalinhado).</p>
<p style="text-align: justify;">De seguida a Tertúlia explorou todo o simbolismo por detrás deste encontro entre Artur e Lancelot:</p>
<p><iframe width="600" height="380" src="http://www.youtube.com/embed/nPiYBfTE1ec?wmode=transparent" frameborder="0" allowFullScreen> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">A imagem do confronto dos Cavaleiro numa ponte é clássica. O rio representa as águas que separa as duas naturezas do Ser, a espiritual (representada por Lancelot, de armadura prata e cavalo branco) e a corpórea (de Artur, com a sua armadura negra e cavalo preto). A ponte é o antakarana, a ligação &#8220;a salvo&#8221; entre as duas margens. Ao enfrentar Lancelot, Artur está a enfrentar o seu Guardião do Umbral. Na realidade é ele mesmo, num nível espiritual, superior e invencível. Ao lutarem, ambos os cavaleiros são como os dois lados de um mesmo espelho. Por isso Artur é invencível como Lancelot é invencível. O que ocorre é canónico em todo o simbolismo relacionado com o Eu interior (Lancelot) e o Eu exterior (Artur). O confronto termina nas águas (na emoções, na raiva) e Artur só vence ao apelar ao carácter sagrado de Excalibur. Para o Cavaleiro, a sua espada é a sua alma, com pomo, punho e guarda (ou seja, uma triplicidade) que se estende numa lâmina cintilante e afiada, a &#8220;alma&#8221; da espada. Ao apelar a esse carácter, está a convocar sobre a lâmina a energia metafísica com que desfere o golpe mortal a Lancelot (ou seu Eu real) e por isso, por este paradoxo brutal, a espada quebra-se. É um gémeo contra outro gémeo. Ao se arrepender do seu acto irrefletido , Artur desperta Lancelot já no plano corpóreo, ou seja, consuma a queda do Eu interior numa personagem distinta do próprio Artur, que lhe reconhece a ascendência e se junta ao seu serviço.</p>
<p style="text-align: justify;">Com este acto, o destino está selado. Lancelot não é do mundo de Artur. É um ser de um reino de luz (é &#8220;Do Lago&#8221;, o mesmo lago de onde procede a Dama do Lago que tutela a espada). Não é Lancelot de Camelot. É a projecção corpórea da centelha divina de Artur. A paixão de Guinevere é a paixão da noiva mística pelo mesmo ser dual, não como ele é (Artur, o Rei com um papel no mundo dos homens, que o faz ter de ser impessoal e agir de acordo com as regras do mundo), mas como ele devia ser (Lancelot, o melhor Cavaleiro, que corporiza a liberdade e a luz do supra-mundo). Quando a honra de Guinevere é posta em causa, Artur não pode deixar a sua posição de neutralidade para a defender. Como Artur ele deve ser justo e neutro, Rei de todos e uno com o reino (o Malkhut de Camelot).  Só Lancelot pode salvar a sua honra e Lancelot, por ter um corpo no Reino, já está ferido no seu flanco, ferida que não irá curar até ao final.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tertúlia explorou em detalhe esta dicotomia entre Artur e Lancelot, debatendo ainda o filho de Artur e Morgana concebido mais adiante na história, que é a expressão mais sombria do mesmo Artur, por relação carnal. São estes os dois antagonistas de Artur, duas colunas de si mesmo. A imagem do melhor Cavaleiro do mundo, que Artur nunca será mesmo sendo o monarca e a imagem do filho carnal que se veste de armadura solar (em oposição à prateada e lunar de Lancelot) e que procura aniquilar Artur e a Távola Redonda.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tertúlia, entre muitos outros pontos, abordou ainda a despedida de Merlin.</p>
<p><iframe width="600" height="380" src="http://www.youtube.com/embed/KveOVJWy3Ww?wmode=transparent" frameborder="0" allowFullScreen> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">O seu simbolismo é por demais evidente e foi alvo de várias leituras muito interessantes. O final da missão no mundo é o final da missão no plano físico, o final da necessidade de ter uma missão corpórea. Por isso ela passa a ser onírica, embora não menos real e não menos influente. Merlin ascende um degrau a caminho da sua Reintegração ao permitir a Artur cumprir a sua missão de modo independente e sem ajuda. Artur cresce e Merlin realiza-se. Mais um tema iniciático clássico.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente a cena final foi comentada e o seu simbolismo explorado com diferentes perspectivas, que levaram o grupo a levantar as questões ligadas ao paganismo original da lenda, aos mitos de Avallon, da Ilha dos Heróis, das Walkirias, etc. O sol põem-se sobre Camelot, a Dama do Lago recolhe a espada, Artur é levado para a Ilha dos Imortais. O ciclo fecha-se.</p>
<p><iframe width="600" height="380" src="http://www.youtube.com/embed/_dV_HaaQfLU?wmode=transparent" frameborder="0" allowFullScreen> </iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tertúlias Herméticas de Volta &#8211; É o Fim do Mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 01:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Tertúlia Hermética]]></category>

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		<description><![CDATA[As Tertúlia Herméticas voltam ao Instituto num ciclo de três, em preparação para o Fim do Mundo, planeado para dia 21 de Dezembro. São três temas a não perder: 5 de Dezembro: O Livro do Apocalipse e o Fim do Mundo Que segredos estão guardados no Apocalipse de João. Que livro misterioso é este, de<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3080">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3081" title="maias" alt="" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/11/maias.jpg" width="600" height="450" /></p>
<p>As Tertúlia Herméticas voltam ao Instituto num ciclo de três, em preparação para o Fim do Mundo, planeado para dia 21 de Dezembro. São três temas a não perder:</p>
<h1>5 de Dezembro:</h1>
<h2>O Livro do Apocalipse e o Fim do Mundo</h2>
<p><em>Que segredos estão guardados no Apocalipse de João. Que livro misterioso é este, de onde vem o que anuncia? As passagens mais conhecidas em debate num Tertúlia só para os fortes de coração.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>12 de Dezembro:</h1>
<h2>As Profecias e o Calendário Maia</h2>
<p>Com António Tavares, autor de um conhecido livro sobre este tema, estudioso profundo da escatologia à luz das mais variadas tradições, uma Tertúlia onde se irão debater os dados mais recentes sobre o famoso Calendário Maia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>19 de Dezembro:</h1>
<h2>As Profecias &#8211; Nostradamus, Bandarra e o Segredo de Fátima</h2>
<p><em>A dois dias do Fim do Mundo, iremos revisitar as profecias de Nostradamus, bem como os poemas proféticos do Bandarra. Que futuro nos aguarda? É o fenómeno profético real? O que dizer do Terceiro Segredo de Fátima? Está realizado na profecia sobre o atentado a João Paulo II ou poderá haver algo de mais sinistro por detrás? Vemos tertuliar sobre um tema apaixonante!</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As Tertúlias terão lugar na nossa sede próximo de Sintra, pelas 21h.</p>
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		<title>Conferência &#8211; Nicholas Roerich</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 23:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conferência]]></category>
		<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Posts]]></category>
		<category><![CDATA[Teosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Decorreu em meados de Novembro passado na Comunidade Portuguesa de Eubiose a Conferência de Luis de Matos dedicada ao pintor Nicholas Roerich, sua vida e obra. Foi uma oportunidade de conhecer um dos mais enigmáticos e interessantes pintores e filósofo russo do século XX, cujo percurso pessoal e iniciático é ainda hoje estudado por académicos<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3070">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3071" title="eubiose2012a" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/11/eubiose2012a.jpg" alt="" width="600" height="426" /></p>
<p>Decorreu em meados de Novembro passado na Comunidade Portuguesa de Eubiose a Conferência de Luis de Matos dedicada ao pintor Nicholas Roerich, sua vida e obra. Foi uma oportunidade de conhecer um dos mais enigmáticos e interessantes pintores e filósofo russo do século XX, cujo percurso pessoal e iniciático é ainda hoje estudado por académicos e discípulos da sua Obra em todo o mundo. A sua paixão e a de sua esposa Helena Roerich pelos Himalaias, bem como o interesse pelas lendas de Shambhala e pelas profecias sobre o Senhor Maitreya foram explanadas e documentadas, terminando a conferência por fazer um percurso pela sua Casa / Museu de Nova Iorque, que o conferencista visitou este ano e que lhe deixou profundas impressões.</p>
<p>Foi um dia em que a Arte se cruzou com com o apelo à meditação e à busca iniciática pela essência das coisas. O Instituto dá os parabéns à Comunidade Portuguesa de Eubiose pelo êxito e pela sala cheia, bem como pelo seu modo caloroso e amigo de receber as suas vistas que sempre a tem caracterizado. Todos passam um dia em boa companhia e saem sempre com vontade de saber mais e conhecer mais. Um especial obrigado aos complementos dados pelo Olímpio Gonçalves, bem como pela presença do Eng. Carlos Rosado, do Grupo de Estudos Maitreya, estudioso e conhecedor da obra dos Roerich, preciosa ajuda na clarificação de determinados termos e passagens.</p>
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		<title>Do Vale à Montanha &#8211; No trilho de Nicholas Roerich</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Nov 2012 17:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Trabalho para uma empresa de Nova Iorque e desloco-me aquela cidade com frequência. Numa das últimas visitas apercebi-me que há um Museu Nicholas Roerich aberto ao público numa das casas onde o conhecido pintor Russo viveu enquanto esteve nos Estados Unidos. Entre reuniões e agendas, abri um final de manhã para visitar o Museu. Embarquei então no<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3048">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/11/roerichpromo02_900.jpg"><img class="size-full wp-image-3049" title="roerichpromo02_600" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/11/roerichpromo02_600.jpg" alt="" width="600" height="413" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Trabalho para uma empresa de Nova Iorque e desloco-me aquela cidade com frequência. Numa das últimas visitas apercebi-me que há um Museu Nicholas Roerich aberto ao público numa das casas onde o conhecido pintor Russo viveu enquanto esteve nos Estados Unidos. Entre reuniões e agendas, abri um final de manhã para visitar o Museu. Embarquei então no que acabou por ser uma inesperada vertigem, genuína viagem a um recesso de mim mesmo, às profundezas ocultas de uma memória que não tenho de coisas que nem sei se vivi. Nada me podia preparar para o contacto directo com a obra de Roerich. Do vale à montanha, da superfície ao interior das cordilheiras. Quando me encontrei comigo, já tinha regressado a Nova Iorque e ao barulho da cidade metropolitana. O que tinha acontecido? Nem sei bem&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Sábado, 17 de Novembro de 2012, pelas 15,30 horas<br />
na sede da Comunidade Portuguesa de Eubiose</p>
<p style="text-align: justify;">*Entrada Livre*</p>
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		<title>Arcana Templi &#8211; Curso de Instrução do Templo e da Cavalaria Espiritual</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2012 01:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Lead]]></category>
		<category><![CDATA[Templários]]></category>

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		<description><![CDATA[NOVA DATA: 2 e 3 de Março 2013 INSCRIÇÕES: ihshi@mail.com O In Hoc Signo &#8211; Hermetic Institute, em colaboração com a Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolimitani Universalis (OSMTHU) vai promover o primeiro Curso de Instrução do Templo e da Cavalaria Espiritual, a ter lugar nos dias 2 e 3 de Março de 2013 em Sintra.<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3014">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3110" alt="templipromo2_600" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/templipromo2_600.jpg" width="600" height="500" /></p>
<h2 style="text-align: justify;">NOVA DATA: 2 e 3 de Março 2013</h2>
<h2 style="text-align: justify;">INSCRIÇÕES: ihshi@mail.com</h2>
<p style="text-align: justify;">O In Hoc Signo &#8211; Hermetic Institute, em colaboração com a Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolimitani Universalis (OSMTHU) vai promover o primeiro Curso de Instrução do Templo e da Cavalaria Espiritual, a ter lugar nos dias 2 e 3 de Março de 2013 em Sintra.</p>
<p style="text-align: justify;">O Curso é composto pela Instrução Preliminar que é dada a todos os que ingressam na Ordem do Templo (OSMTHU), a qual tem a duração de dois dias e aborda múltiplos temas relacionados com a histórica Ordem do Templo, bem como com a Cavalaria Espiritual como Via Iniciática, explorando a sua expressão Cristã reconhecida nos Templários, assim como na Ordem de Cristo, entre outras, bem como a sua história e sobrevivências até aos dias de hoje em múltiplos ramos. O Curso faz ainda uma introdução ao que é a Instrução de Cavalaria, explanando os seus valores teológicos e iniciáticos, recorrendo a textos canónicos e documentos das diversas épocas. Está sujeito a inscrição e todos os que o completarem são reconhecidos pela Ordem como aptos a propor-se para instrução mais adiantada e filiação na Festa do Pentecostes de 2013.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde 2009 que não é possível filiar-se a este ramo da Ordem sem completar o Curso de Instrução preliminar, o qual é dado em ambiente restrito e até ao momento não tinha tido nenhuma aula aberta ao público. Após o Curso, a Ordem irá fechar de novo as suas portas até oportunidade futura que se venha a justificar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o Ramo OSMTHU da Ordem do Templo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém Universal é descendente da Ordem retomada por Fabré Partlaprat em 1804, o qual trabalhou sob as Ordens de Napoleão, com o Chanceler da Ordem (e do Império), Cambaceres. Parlaprat foi igualmente Patriarca da Igreja Joanita, após ter sido ordenado Bispo na sucessão apostólica pelo Bispo Machaud. Ao longo do século XIX e século XX a Ordem teve uma história conturbada, essencialmente centrada em França e na Suiça. Após a morte de Parlaprat em 1838 a Ordem é dirigida por um Conselho de Regência. Em 1934 é eleito Regente Emile Vandenberg. Nessa época a Europa viva tempos difíceis e com o início da Segunda Guerra, os arquivos da Ordem foram colocados sob a guarda de um diplomata destacado na Bélgica. Quando a guerra acabou o Regente Vandenberg viu-se envolvido num acidente fatal e a continuidade da regência da Ordem foi assumida sem eleição pelo diplomata que havia guardado os arquivos anos antes. Os diversos Priorados tiveram reacções distintas a esta atitude não protocolar e, desde essa época vários se declararam autónomos da nova regência auto-proclamada. De 1945 em diante nasceu um ramo da OSMTH que não reconheceu durante décadas nenhuma autoridade a não ser as autoridades nacionais devidamente eleitas e cuja proveniência de Cavalaria pudesse ser verificada. Já na década de 80 constituiu-se uma Federação Internacional com o objectivo de preparar a eleição livre e universal de um Grão Mestre internacional. Este facto deu-se em 1999, tendo o espanhol Fernando de Toro-Garland sido eleito em sufrágio verificado por auditores externos à Ordem e proclamado em Santiago de Compostela. Pelo seu carácter internacional, o Conselho Magistral, órgão executivo internacional, decidiu acrescentar &#8220;Universalis&#8221; à designação da Ordem de modo a distinguir melhor dos outros ramos.  Seguiu-se o Grão Mestre Antonio Paris, de Itália, para o período 2004-2009, que entretanto se retirou por motivos de saúde. Desde essa data o Conselho Magistral, liderado por Portugal, tem feito a gestão operacional e de instrução da Ordem sempre dentro de portas, de modo discreto e recatado que os tempos recomendam.</p>
<p style="text-align: justify;">A OSMTHU não reclama ser descendente directa dos Templários históricos. Contudo reclama ter uma transmissão de Cavalaria Espiritual autêntica, aliada a uma expressão reservada da Ordenação Apostólica sob a autoridade espiritual de um Patriarca. Estes factos, em conjunto, bem como a sua história e tradição, colocam-na como uma real Ordem de Cavalaria Iniciática que se inspira nos valores e na história singular da Ordem do Templo para instruir e guiar os seus membros nos dias de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">A Ordem procura não ter uma acção visível que possa ser confundida com expressões apócrifas dos Templários históricos, tão correntes nos dias de hoje. Tão pouco procura protagonizar uma restauração da Ordem original ou reclamar da Igreja de Roma qualquer tipo de perdão ou restauração anacrónica. Deste modo refugia a sua acção num pomo interior e só episodicamente aparece em público. Mudando-se os tempos poderão mudar-se os métodos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais informações em <a href="http://templars.wordpress.com">Templar Globe</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Curso</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Curso terá lugar ao longo de Sábado e Domingo 2 e 3 de Março de 2013, iniciando-se pelas 10h e terminando pelas 19h, com uma pausa de 1h30 para almoço livre. Será ministrado nas <a href="http://ihshi.com/wp/?page_id=126">instalações do Instituto em Sintra</a> e, além da matéria própria do tema, terá uma sessão de perguntas e respostas e esclarecimento de dúvidas no Domingo.</p>
<p style="text-align: justify;">As inscrições são RIGOROSAMENTE LIMITADAS.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PREÇO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Contrariamente aos outros Cursos do Instituto, por ser uma parceria entre o IHS e a OSMTHU, o curso é pago, tendo um custo de:</p>
<p style="text-align: justify;">35 € para inscrições individuais</p>
<p style="text-align: justify;">55 € para casais</p>
<p style="text-align: justify;">Os sócios do Instituto Hermético, bem como todos os que já fizeram o Curso em Novembro de 2012 e desejam repeti-lo, terão uma redução de 70% no preço, ou seja, 10 € e 16,50 € respectivamente.</p>
<p>Casos Especiais</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo em conta a situação económica actual, o Instituto e a OSMTHU decidiram disponibilizar uma inscrição a preço especial para Estudantes, desempregados e maiores de 65 anos. Se é o seu caso, refira esse facto no seu contacto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inscrições</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As inscrições podem ser feitas para o email ihshi@mail.com, dando o nome, um email de contacto e a categoria de sócio ou não-sócio, inscrição individual ou casal. As inscrições serão tratadas por ordem de chegada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pagamento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O pagamento poderá ser feito entre o dia 15 e 28 de Fevereiro, quer por Paypal na Loja do Instituto de que se enviará link no mail de confirmação da inscrição, quer para um NIB que será dado no mesmo email. Não se aceitarão inscrições depois do dia 28 de Fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Loja do Instituto:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://loja.ihshi.com/"><img class="alignnone size-full wp-image-3066" alt="loja250" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/11/loja250.jpg" width="250" height="167" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;">Fotos do Curso de Novembro 2012</h2>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-3056" title="arcana1" alt="" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/arcana1.jpg" width="600" height="450" /></p>
<p><img class="size-full wp-image-3057" title="arcana2" alt="" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/arcana2.jpg" width="600" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-3058" title="arcana3" alt="" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/arcana3.jpg" width="600" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify;"> <img class="size-full wp-image-3059" title="arcana4" alt="" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/arcana4.jpg" width="600" height="325" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-3061" title="arcana5" alt="" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/arcana5.jpg" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;">(fotos: Conceição Castro)</p>
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		<title>Jornadas de Estudo &#8211; Maçonaria Cristã em Lisboa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 02:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conferência]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Lead]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Martinismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em pleno dia de São Miguel tivemos o prazer de receber uma visita que muito nos honra, como estudiosos do Martinezismo e da Maçonaria Cristã nos seus matizes mais profundos e iniciáticos. Tratou-se de Diego Cerrato, Presidente do Grupo de Estudos e Investigações Martinistas e Martinezistas de Espanha (GEIMME), instituição líder na pesquisa e divulgação<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=3001">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-3002" title="29092012484" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/29092012484.jpg" alt="" width="600" height="423" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em pleno dia de São Miguel tivemos o prazer de receber uma visita que muito nos honra, como estudiosos do Martinezismo e da Maçonaria Cristã nos seus matizes mais profundos e iniciáticos. Tratou-se de Diego Cerrato, Presidente do Grupo de Estudos e Investigações Martinistas e Martinezistas de Espanha (GEIMME), instituição líder na pesquisa e divulgação das temáticas Martinistas, Martinezistas e Maçónicas em Espanha. Apresentando uma Conferência intitulada “Chaves Espirituais da Maçonaria Cristã”, associou-se assim às primeiras Jornadas de Estudo da Maçonaria Cristã Portuguesa.</p>
<p style="text-align: justify;">As Jornadas foram organizadas pelo In Hoc Signo – Instituto Hermético e pela Akademia Maçónica, com o apoio do GEIMME, da Loja Maçónica Rectificada “Adhuc Stat!”, nº5 e da Editora Zéfiro. As actividades decorreram em Lisboa em dia de manifestação de protesto pela crise económica, contando no entanto com um público numeroso e atento. No final foi assinado um Protocolo de Cooperação entre o GEIMME e o IHS. Novas iniciativas estão na calha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As Jornadas e os organizadores</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pela primeira vez foi possível a junção de esforços de modo a trazer ao público o que de melhor se tem feito no domínio da investigação Maçónica em Portugal e em Espanha. Desde logo, à mesa estavam presentes alguns dos protagonistas dessa investigação.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>GEIMME</em> – O Grupo de Estudos foi fundado em 2002 e tem desde então promovido inúmeras conferências, publicações, retiros e Congressos, o último dos quais em Segovia em 2011 dedicado ao Martinismo. O seu influente Boletim vai já no 35º Volume , com o mais actual da investigação Martinista e Martinezista, contando com textos de pesquisadores como Robert Amadou, Jean-Marc Vivenza, Jean-François Var, Sérge Caillet, Roger Dachez, Edmond Mazet, Diego Cerrato, bem como textos clássicos de Semelas, Willermoz, Saint-Martin entre outros. Cerrato é ainda o director da Colecção Martinsta da Editorial Manakel, a qual publicou no país vizinho duas dezenas de obras fundamentais para o estudo Martinista e Martinezista.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>In Hoc Signo – Hermetic Institute – </em>Com apenas dois anos de actividade, o IHS tem organizado múltiplas actividades ligadas às Ciências Tradicionais, que incluem cursos, conferências, visitas, debates e uma série de mais de 70 Tertúlias Herméticas. Tem-se associado às publicações de alguns dos seus sócios, que incluem “Perit ut Vivat” e “A Doutrina Cristã Esotérica” de Luis Fonseca e “Quero Saber: Alquimia” de Luis de Matos. No domínio da Maçonaria destacam-se a série de Debates “Desafios à Maçonaria num Portugal Adiado”.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Akademia Maçónica – </em>Trata-se de uma Associação Livre de instrutores, grupo de maçons cujo único objectivo é promover a pesquisa, instrução e formação maçónica iniciática em todos os Ritos. A Akademia agrupa maçons que tenham completado a instrução maçónica simbólica (pelo menos grau 18 do Rito Escocês Antigo e Aceite ou 4º Grau do Rito Escocês Rectificado ou equivalente). O número de membros é sempre muito reduzido e o acesso só é possível por convite e aceitação unânime.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Justa e Perfeita Loja “Adhuc Stat!”, nº5 – </em>Loja maçónica que trabalha a Oriente de Sintra, sob a autoridade do Grão Priorado Rectificado de Hispânia, Obediência Ibérica do Regime Escocês Rectificado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Editora Zéfiro</em> – Uma das poucas Editoras Portuguesas que dedica alguma da sua atenção à publicação de obras de qualidade de carácter maçónico. Entre os seus autores contam-se Oswald Wirth, Arthur Edward Powell, António Telmo e eu mesmo (Luis de Matos).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-3003" title="29092012474" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/29092012474.jpg" alt="" width="600" height="372" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Conferência</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Conferência abriu com uma curta apresentação minha sobre a história do Rito Escocês Rectificado em Portugal, que acaba de fazer 25 anos. Essa apresentação será convertida num artigo a publicar em breve quer no meublog pessoal (Maçonaria Universátil), quer no site do Instituto Hermético, quer no da Maçonaria Cristã, com o qual tenho colaborado pontualmente e ao qual desde já agradeço.</p>
<p style="text-align: justify;">De seguida Diego Cerrato iniciou a sua excepcional apresentação. O título “Chaves Espirituais da Maçonaria Cristã” descreve de modo muito claro as duas horas que se seguiram. De facto, senhor de uma erudição e ao mesmo tempo de uma capacidade de comunicação raras, Cerrato conduziu-nos, passo a passo, pela história e motivação para a criação do Regime Escocês Rectificado, passando por uma detalhada visão sobre a Estrita Observância Templária e a Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos Cohën do Universo, levando com a maior naturalidade aos vários Conventos que consagraram a codificação da Doutrina de Martinez de Pasqually na Maçonaria Rectificada. Terminada esta fase, Diego Cerrato passou à apresentação muito minuciosa e reveladora da natureza dessa Doutrina de Pasqually. Sem esconder nada e abordando de modo muito claro diversas das chaves iniciáticas presentes no “Tratado da Reintegração dos Seres”, notável livro oitocentista de difícil leitura, o conferencista abriu à compreensão as passagens mais obscuras e significativas e expôs, com a clareza de uma dissecação científica como se falasse num auditório cheio de alunos interessados em Oxford, a orgânica da Doutrina Martinezista. É de sublinhar a generosidade do autor, pois neste tema é muito frequente o erro e linguagem totalmente incompreensível, muitas vezes porque os mesmos que se têm debruçado sobre ele, salvo raras excepções, revelam nos seus trabalhos a absoluta turvação que lhes vai na cabeça quando se trata dos assuntos mais importantes e fundamentais da Maçonaria Iniciática. Mas assim não foi com Diego Cerrato, que mostrou não apenas que entende como poucos do assunto exposto, mas que é capaz de guiar uma visita acessível até ao simples curioso, quanto mais ao verdadeiro interessado, que nas suas palavras – fruto de muitas horas, dias, meses e anos de estudo – encontra as respostas que se evadem com frequência.</p>
<p style="text-align: justify;">Após um pequeno intervalo, foi com grande facilidade que complementou toda a informação já passada sobre a visão de Martinez de Pasqually com a adição da Doutrina dos Padres de Alexandria relativamente ao Cristianismo e às suas chaves iniciáticas. Matéria densa e difícil, tornada simples e clara. Estas doutrinas foram expostas de maneira transparente e sem falsos segredos ou dispensáveis enigmas, com uma nitidez capaz de desarmar os mais preparados. O que me leva a dizer que, exposta assim, a Doutrina Cristã, na sua mais profunda natureza Iniciática, relacionada com os fins da Maçonaria e o que deveria ser o objectivo dos Maçons se não se desviassem das instruções mais antigas e formativas da Ordem, é um verdadeiro écran em HD, alta definição, de uma nitidez e claridade muito raras. Quem, ouvidos os fundamentos e explorados os métodos, pode defender que há alguma incompatibilidade entre a Maçonaria e a prática activa e viva da religião de Cristo?</p>
<p style="text-align: justify;">Foi muito bem exposta a Ciência Maçónica, linguagem usada por Willermoz para cifrar a doutrina da queda e da reintegração do homem. Foi explicado o método pelo qual a maçonaria Rectificada procede a essa iniciação, os seus estágios e símbolos. Foi informação indispensável quer para Martinistas quer para Maçons do Rito Rectificado, quer para todos os interessados na Maçonaria Iniciática nas suas diversas vertentes, informação que não está acessível numa só publicação ou fonte. Daí o interesse desta síntese extraordinária que nos foi trazida por Diego Cerrato, cheia de originalidade e com um alcance muito maior do que a simples conferência pública. O que nos trouxe foi uma verdadeira postura perante a Iniciação, coerente e eficaz, sem falsos mistérios e perfeitamente compreensível e ao alcance de todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-3004" title="29092012477" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/10/29092012477.jpg" alt="" width="600" height="396" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não me compete aqui explanar as tais chaves iniciáticas. Compete-me sim chamar a atenção dos que buscam com verdade e vontade, apontando as fontes mais fidedignas que os possam ajudar a que a sua busca seja eficaz. Os maçons perdem-se muitas vezes em caminhos ínvios e inférteis, que não iluminam nenhum dos mistérios, mas acrescentam muitas dúvidas. Introduzem na prática maçónica infindáveis fantasias e incontáveis “doutrinas” que vêm preencher a sua total ignorância face à realidade iniciática da Ordem. A verdade seja dita: não é nada fácil encontrar as chaves que Diego Cerrato nos trouxe. Para tal é necessário ultrapassar uma barreira de preconceitos que nos afastaram do Cristianismo e nos levam a confundir tudo o que tenha um crucifixo com as batinas e a água benta que nos recordam uma opressão que, curiosamente, não sofremos. Contudo está-nos nos genes. Fala-se em Cristianismo e há maçons que fogem. No entanto não se importam de jurar em altares, de usar símbolos criados pelos beneditinos, de evocar o pavimento mosaico (ou seja, literalmente “de Moisés”) e de evocar o Cordeiro de Deus na brancura inocente dos seus aventais brancos. Mas basta relacionar, ou melhor dizendo, recordar o que cada um desses símbolos nos deve despertar como chave, para que uma vasta maioria de maçons seja incapaz de enfrentar um medo irracional da Religião, que os impede de ser consequente e alguma vez perscrutar em si e no símbolo. Willermoz deixa claro que há uma Ciência Maçónica. E ele deve sabê-lo, porque a cifrou no RER. Mas a maioria é incapaz de se aproximar e enfrentar o medo irracional de tudo o que é Religião. Esse facto é a maior garantia de que as chaves ficam por encontrar e a Iniciação fica por fazer, somente em potência. Homens de barba rija, soldados destemidos no ultramar, condecorados, outros que desafiam os limites e o medo no desporto, nas ciências, na medicina, mesmo na economia, são ratos aterrorizados no momento em que temem que se possa fazer uma referência a Cristo ou à Religião (pior ainda à Santa Religião!). Não há esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, precisamente assim parece ser. Em Portugal há 7 Lojas do Rito Rectificado, uma delas com 25 anos. Acreditem no que vos digo, foram expostos na apresentação temas chave para entender o Rito Rectificado e poder torna-lo efectivo, fazê-lo frutificar e resolver uma série de equívocos que se perpetuam de ano para ano nas Lojas. Foi uma tarde que podia poupar trabalho de muitos anos de investigação. Foram citados os documentos dos Conventos (Lyon, Wilhelmsbad, etc.), foram expostas partes das Instruções Secretas de Professo, foram mostrados Quadros e explicadas palavras e nomes. Foram citadas cartas particulares, rituais diversos (incluindo dos Eleitos Cohën), estudos dos mais actuais e avançados. Tudo numa tarde. A pesquisa de anos numa tarde. Ora, das 7 Lojas do Rito Rectificado em Portugal (que contará com mais de 250 maçons iniciados), cuja obra de pesquisa e divulgação ao longo dos tais 25 anos pode ser resumida, em números redondos, em ZERO, estavam presentes na Conferência 1 (um) aprendiz de uma delas, sendo os restantes da Loja organizadora (que já está naturalmente informada dos estudos do GEIMME e do GPRDH) ou provenientes de outros Ritos. Estes maçons de outros Ritos mostraram um interesse que deixa alguma esperança relativamente ao futuro da investigação, divulgação e debate de um pensamento maçónico Português (que não há). Devemos ser o único país de Europa onde não há investigação maçónica coordenada (só curiosos isolados como eu), não há debate permanente, não há pensamento escrito e por isso, não há evolução.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 25 anos de história o Rito Rectificado em Portugal tem para mostrar um avental e um queijo. Digo-o eu, de cara aberta, porque o sei. E o queijo já só é casca. O avental, esse, é debruado a ouro. Em Portugal pecamos não só por sermos medíocres e não fazermos nada, passando o tempo a queixar-nos que ninguém faz nada, mas também porque quando alguém faz – e faz bem – ficamos ressentidos por isso! Não ensinamos (porque não sabemos nós mesmos) nem queremos aprender para ensinar. Não fazemos e ficamos ofendidos porque alguém faz. Não aprendemos porque quando devíamos estar em peso, está o aprendiz… Quem devia dar o exemplo, quem devia saber o que é o GEIMME, o Instituto Eleazar, o CIREM, etc., está completamente alheio. É a Morte Espiritual, conceito Martinezista que me escuso a explicar porque foi abordado na conferência. Estivessem…</p>
<p style="text-align: justify;">Eu compreendo porque é que foi só o aprendiz. Eu lembro-me de ter ido no 7º ano às Olimpíadas da Matemática no Liceu. Quando cheguei lá, não passei nem da primeira eliminatória. Eu não percebia nada daquilo! Não era para mim! Quando me convidaram no 8º ano, eu não quis sofrer a mesma humilhação. Não fui. Eu, que não percebia nada, no meio daqueles cromos para quem aquilo era canja? Nem pensar em mostrar a minha fraqueza e ignorância, ainda por cima em público. Ora, o que pudemos ouvir naquela tarde comparado ao trabalho de Loja que eu conheci durante anos a fio (e a falta de frutos na árvore fazem pensar que o resultado hoje é idêntico), é como as Olimpíadas da Matemática comparadas com os meus trabalhos de casa rascunhados à pressa. Tal e qual. Por isso não vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Há 7 Veneráveis Mestres para os quais a informação transmitida não só é interessante, como é absolutamente imprescindível para que possam executar o seu trabalho. Veio um aprendiz. Os 25 anos estéreis, sem obra e sem brilho, sem ter alcançado nada nem ter aprendido mais do que se se tivesse comprado uma boa colecção de livros, mostram que a maioria dos actuais 7 Veneráveis Mestres, mais os 7 do ano passado, mais os dos anos anteriores, não fazem a menor ideia do que é o Rito Rectificado, os seus fundamentos a sua Doutrina, os seus métodos, os seus objectivos e fins iniciáticos. Leram um livro (ainda é o mesmo?) e compraram outros dois calhamaços que não leram por serem maçudos. Mas desconhecem como campeões a tal Ciência Maçónica de Willermoz. Maçonicamente falando, não sabem de onde vêem, para onde vão e o que é suposto fazerem. Passam o tempo a fazer iniciações, subidas de grau, resolver problemas de falta de quórum e eleger Veneráveis. Essa é a extensão do seu trabalho prodigioso. Já escrevi muitas vezes sobre isso e a realidade veio-me sempre dando razão. Nem a vergonha de ter um patife como eu a fazer a constatação ajuda a motivar uma mudança. A Conferência não foi planeada para eles nem precisava da sua presença para ser o êxito que foi e ter a enorme utilidade que teve. Mas a presença de um único Aprendiz acaba por ser a justa medida da realidade. A presença de alguns dos tais Veneráveis ou uma mão cheia dos 250 iniciados seria uma prova de vitalidade, de unidade e harmonia do Rito em Portugal, que só não de desfaz, como a carne podre, porque nem para isso tem organização. O Rectificado em Portugal tem 25 anos, mas ainda vive em casa dos pais e é demasiado calão para ser homem crescido e fazer-se à vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui fica uma nota de esperança, com uma profunda vénia aos habituais membros do REAA que nos vão acompanhando (sabem quem são), aos membros do Rito de Memphis-Mizraïm em Portugal que mantêm o entusiasmo e a chama acesa e à Loja “Adhuc Stat!” do Regime Rectificado, que esteve em peso para ouvir o seu Prefeito. Confesso que ainda não tinha percebido a escolha do nome da Loja. Desde Sábado que ficou mais claro! Para vós, um só voto: “que a Ordem prospere”.</p>
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		<title>Prossegue o estudo de Kabballah</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2012 00:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabala]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de umas longas férias, o Instituto volta à actividade de estudo. Este ano intensificou-se o trabalho interior, nos diversos Grupos de Estudo, Cursos e Ordens que trabalham em cooperação connosco. Reduziu-se a actividade e a visibilidade externa. Em breve o ciclo poderá ser de novo mais exterior e voltaremos a ter o prazer de<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://ihshi.com/wp/?p=2993">[continue reading...]</a></span>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2994" title="SAMSUNG" src="http://ihshi.com/wp/wp-content/uploads/2012/09/2012-09-16-15.29.51.jpg" alt="" width="600" height="375" /></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de umas longas férias, o Instituto volta à actividade de estudo. Este ano intensificou-se o trabalho interior, nos diversos Grupos de Estudo, Cursos e Ordens que trabalham em cooperação connosco. Reduziu-se a actividade e a visibilidade externa. Em breve o ciclo poderá ser de novo mais exterior e voltaremos a ter o prazer de convidar todos a participar nos nossos debates, tertúlias, conferências e apresentações.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Grupos de Estudo e os Cursos estão sempre abertos a novos membros que tenham vontade de aprender e avançar em diversas áreas do Conhecimento Tradicional. É o caso do Grupo de Estudos de Kabballah, sob a orientação do Maestro Paulo Brandão. As reuniões decorrem todos os 3ºs Domingo do mês na nossa sede próximo de Sintra. Na última aula explorou-se em detalhe a questão do &#8220;ponto no coração&#8221;, o &#8220;vaso sagrado&#8221; , recipiente das energias vitais em cada Ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Brandão tem a capacidade rara de tornar claros os assuntos mais obscuros. Comunica muito bem como gesto e a palavra, apoiando-se frequentemente em elementos visuais e gráficos que ajudam cada estudante a compreender e interiorizar os conceitos e as regras que mais tarde poderá aplicar no seu estudo pessoal. Mais do que seguidores, procura-se formar &#8220;práticos&#8221;. Procura-se dar as ferramentas necessárias a que o estudante progrida ao seu próprio ritmo, mas de modo seguro e esclarecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais informações sobre o Grupo de Estudos de Kabballah, por favor entre em contacto com o Instituto pelo email ihshi@mail.com</p>
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